História da casa

A Sociedade Espírita Renovação é uma instituição espírita localizada no bairro Mercês, em Curitiba (PR), dedicada ao estudo, divulgação e vivência da Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec. Atualmente, promove palestras públicas, estudos doutrinários, atividades mediúnicas, passes e ações de assistência fraterna à comunidade. A casa é reconhecida pela Federação Espírita do Paraná como uma instituição integrante do movimento espírita paranaense.

Um pouco da nossa história

Linha do tempo

1984

29 de setembro de 1984 – A Sociedade Espírita Renovação foi fundada em Curitiba por um grupo de trabalhadores espíritas comprometidos com o estudo e a divulgação da Doutrina Espírita. Entre seus fundadores destacam-se Maurício Roberto Silva, Filinto Jorge Eisenbach Neto, Rosana Imara Iório Cattaneo, Júlio Cattaneo.

1986

A entidade passou a integrar oficialmente o cadastro das instituições espíritas do Paraná e obteve seu registro jurídico.

1980 e 1990

Décadas de 1980 e 1990 – A casa estruturou suas atividades regulares de estudos, palestras públicas, evangelização, reuniões mediúnicas e atendimento fraterno, tornando-se uma referência no bairro Mercês e colaborando ativamente com o movimento espírita estadual.

1993–1995

Participação no movimento espírita – Maurício Roberto Silva, fundador da Sociedade Espírita Renovação, também presidiu a Federação Espírita do Paraná em duas gestões (1993–1995 e 1999–2003). Durante esse período, contribuiu para importantes iniciativas de fortalecimento do movimento espírita no Estado, mantendo estreita ligação com a instituição que ajudou a criar.

1999–2003

Segunda gestão de Maurício Roberto Silva na Federação Espírita do Paraná.

2026

A Sociedade Espírita Renovação continua desenvolvendo estudos sistematizados das obras básicas de Allan Kardec, palestras doutrinárias, atendimento fraterno, passes, reuniões mediúnicas privativas e atividades de assistência social, preservando os princípios cristãos e espíritas que orientaram sua fundação. A sede localiza-se na Alameda Presidente Taunay, nº 1362, bairro Mercês, em Curitiba. Ao longo de sua trajetória, a Sociedade Espírita Renovação contou com a dedicação de diversos trabalhadores voluntários que contribuíram para seu fortalecimento e continuidade. Entre eles destacam-se Filinto Jorge Eisenbach Neto, que exerceu a presidência da instituição e colaborou significativamente para seu desenvolvimento; Rosana Imara Iório Cattaneo, participante das atividades e representante da casa em iniciativas do movimento espírita; e Júlio Cesar Cattaneo.

Diretores

Filinto Jorge Eisenbach Neto

Filinto Jorge Eisenbach Neto

Presidente
João Carlos Cattaneo

João Carlos Cattaneo

Vice-Presidente
Marcos Silva

Marcos Silva

Diretor Financeiro
Rosana Imara Iório Cattaneo

Rosana Imara Iório Cattaneo

Diretora Doutrinária
Nilson Ricardo Coelho

Nilson Ricardo Coelho

Secretário
Amauri Amaral de Almeida

Amauri Amaral de Almeida

Diretor de Comunicação

Associados casa Sociedade Espírita e Renovação

Os associados da Sociedade Espírita Renovação são os pilares que ajudam a manter viva nossa missão de estudo, acolhimento e prática da caridade. Com sua participação e apoio, tornam possível a realização das atividades que promovem o crescimento espiritual, a fraternidade e o bem-estar de todos que buscam na casa um espaço de aprendizado e renovação.

Eleições

O Capítulo II do Regimento Interno da SER – Das Eleições do Regimento Interno da Sociedade Espírita Renovação disciplina o processo eleitoral, de acordo com normas que asseguram transparência, participação dos associados e organização do pleito.

Resumo das eleições na SER
As eleições destinam-se à escolha dos membros do Conselho Deliberativo e seguem as seguintes diretrizes:
• O Presidente da SER deve divulgar, com 30 dias de antecedência, a relação dos associados aptos a votar e serem votados, por meio de edital e dos canais eletrônicos da instituição. Nessa mesma ocasião, é nomeada uma Comissão Eleitoral, composta por três a cinco associados, responsável pela condução do processo eleitoral. A lista definitiva de eleitores é atualizada sete dias antes da eleição.
• Somente podem votar e ser votados os associados que estejam em dia com suas obrigações estatutárias e regimentais. O associado que não desejar concorrer deve comunicar sua decisão por escrito até dez dias antes da eleição, para que seu nome seja retirado da cédula.
• A votação é realizada por voto secreto, utilizando cédula elaborada pela Diretoria. Cada associado pode votar em até nove candidatos, sendo anuladas as cédulas que não observarem essa regra.
• Encerrada a votação, a apuração ocorre imediatamente. São eleitos os nove associados mais votados, enquanto os demais que obtiverem pelo menos um voto passam a integrar a lista de suplentes, assumindo eventual vaga conforme a ordem de votação. Em caso de empate, é considerado eleito o associado de maior idade.
• O resultado é divulgado no mural da Sociedade e nos meios eletrônicos. O Conselho Deliberativo eleito toma posse em até quinze dias, em reunião convocada e presidida pelo conselheiro mais votado (ou pelo segundo mais votado, na sua ausência). Todo o processo deve ser registrado em ata, contendo o resultado e os fatos relevantes ocorridos durante a eleição.
• Compete à Comissão Eleitoral organizar o pleito, rubricar as cédulas, lacrar e guardar a urna, realizar a apuração, elaborar a ata, divulgar os resultados e solucionar eventuais questões relativas ao processo eleitoral que não estejam previstas no Estatuto ou no Regimento Interno.
Em síntese, o Regimento estabelece um processo eleitoral baseado na ampla participação dos associados adimplentes, no voto secreto, na transparência da apuração e na atuação de uma Comissão Eleitoral responsável por garantir a regularidade e a legitimidade das eleições.

Antes de participar do processo eleitoral, é necessário ser associado da Sociedade. De acordo com o Regimento Interno, para ingressar no quadro social da SER, o candidato deve atender aos seguintes requisitos:
• Ser declaradamente espírita;
• Ter idade mínima de 18 anos;
• Ter participado, por pelo menos um ano, de atividade doutrinária na SER, mediante presença em grupos de estudo, condição atestada por um associado proponente;
• Formalizar proposta de admissão, que será analisada e aprovada pela Diretoria, desde que cumpridos os requisitos estatutários e regimentais.

Após tornar-se associado, o membro passa a ter, entre outros direitos, o de participar das Assembleias Gerais, com direito a voz e voto, bem como votar e ser votado para o Conselho Deliberativo e assumir cargos na Diretoria.
As eleições da SER destinam-se à escolha dos membros do Conselho Deliberativo e obedecem a regras que garantem transparência e igualdade de participação.
Em síntese, o Regimento Interno estabelece um processo eleitoral democrático, fundamentado no voto secreto, na participação exclusiva dos associados regulares e na atuação de uma Comissão Eleitoral responsável por assegurar a lisura, a transparência e a legitimidade das eleições.

Modelo de gestão SER

Planejamento integrado de fluxo contínuo

O processo de planejamento apresentado na figura – Configuração do modelo de gestão da SER,  desenvolve-se da esquerda para a direita em quatro fases: A primeira denominada sensibilização; a segunda denominada alinhamento e engajamento; a terceira denominada união e espiritualidade; e, a quarta modelo de gestão SER, iniciando na Gestão Apreciativa Integrada e culminando na consolidação de um modelo de gestão participativa e fraterna, por meio do qual a Sociedade Espírita Renovação — SER — concretiza seu propósito de servir com amor.
A Gestão Apreciativa Integrada constitui o fundamento orientador do processo em suas quatro fases: sensibilização; alinhamento e engajamento; união e espiritualidade; e, modelo de gestão SER. Sua abordagem reconhece as capacidades existentes, valoriza as experiências positivas e estimula a participação das pessoas na construção do futuro institucional.  As dificuldades não são ignoradas, mas apreciadas à luz das potencialidades da comunidade e das possibilidades de aperfeiçoamento. O planejamento assume, assim, a forma de um diálogo fraterno, participativo e contínuo.
O primeiro movimento corresponde à sensibilização e ao reencontro. Antes de discutir atividades, estruturas ou mudanças, torna-se necessário aproximar as pessoas, renovar vínculos e recuperar o sentido de pertencimento à instituição.
O reencontro permite que cada participante reconheça sua contribuição para a obra coletiva e compreenda que a renovação institucional começa pela disposição pessoal de ouvir, dialogar, cooperar e servir.
A sensibilização conduz à reflexão sobre o Centro Espírita, seus motivos e sua missão. Essa etapa esclarece por que a instituição existe, a quem serve e quais princípios orientam suas decisões. A compreensão compartilhada da missão impede que as atividades se transformem em iniciativas isoladas e permite que todas sejam apreciadas segundo sua contribuição para a finalidade espiritual, educativa, assistencial e fraterna da SER.
Na sequência, o Centro Espírita é compreendido por meio das categorias Lar, Escola, Oficina, Templo e Hospital. Essas categorias representam funções complementares da instituição. Como Lar, a SER acolhe, integra e proporciona pertencimento. Como Escola, promove o estudo, a reflexão e o desenvolvimento da consciência. Como Oficina, oferece oportunidades de trabalho, aprendizagem e serviço. Como Templo, favorece a comunhão espiritual, a prece e a elevação do pensamento. Como Hospital, ampara necessidades morais, emocionais e espirituais. Embora cada categoria possua motivos e finalidades próprios, todas se integram na missão maior da instituição.
Os encontros apreciativos por categorias permitem que os participantes examinem cada uma dessas funções. Neles são reconhecidas as experiências bem-sucedidas, as forças existentes e as oportunidades de desenvolvimento.
O diálogo não se limita a identificar problemas: procura compreender o que dá vitalidade à SER e como essas capacidades podem ser fortalecidas e ampliadas.
Esse processo favorece o alinhamento e o engajamento. Alinhar significa construir uma compreensão comum da missão, das prioridades e do caminho institucional, preservando a diversidade de ideias. Engajar significa transformar essa compreensão em compromisso responsável. Cada participante deixa de ser apenas destinatário das atividades e passa a reconhecer-se como corresponsável por sua realização, fidelidade e qualidade participativa.
Do alinhamento e do engajamento decorrem dois movimentos complementares: a operacionalização e a construção do sonho institucional.
A operacionalização traduz as reflexões em atividades concretas. Inicialmente, são reconhecidas as atividades potenciais e as atividades já contempladas. As atividades existentes são submetidas a um diagnóstico orientado por duas perguntas fundamentais: “Como estão?” e “Como deveriam estar?”.
A primeira pergunta permite compreender a situação presente com honestidade, identificando realizações, capacidades e necessidades. A segunda estabelece a condição desejada, tomando como referência a missão e os valores da SER.
A diferença entre a realidade encontrada e a situação pretendida revela os ajustes necessários. Esses ajustes são organizados em uma agenda de realização, com prioridades, responsabilidades e acompanhamento.
Paralelamente, a união e a espiritualidade sustentam a construção do sonho coletivo. O sonho representa a imagem compartilhada da SER que se deseja consolidar. Dele decorre a visão da instituição, que orienta escolhas e oferece unidade ao desenvolvimento das atividades.
A visão desperta a comunidade para atitudes coerentes com sua identidade: renovação, engajamento, fraternidade, solidariedade, fidelidade, respeito, confiança, gratidão, união e amor.
Essas atitudes não permanecem como valores apenas declarados. Elas precisam tornar-se perceptíveis nas decisões, nos relacionamentos, no acolhimento e na maneira como cada pessoa exerce sua responsabilidade.
A integração entre operacionalização, sonho, visão e atitudes conduz ao modelo de gestão participativa e fraterna. Esse modelo não constitui somente uma estrutura administrativa. Ele expressa uma forma de convivência e condução institucional fundamentada no diálogo, na corresponsabilidade, na espiritualidade e no respeito às pessoas.
O percurso alcança sua finalidade na própria identidade da Sociedade Espírita Renovação. A sigla SER adquire, então, um significado que ultrapassa a denominação institucional: representa uma comunidade em processo permanente de renovação, comprometida em transformar princípios espirituais em relações fraternas e ações concretas.
Por isso, “servir com amor” encerra e, ao mesmo tempo, dá sentido a todo o processo. A Gestão Apreciativa Integrada sensibiliza e reúne; a compreensão das categorias esclarece a missão; os encontros apreciativos promovem participação; o alinhamento produz engajamento; a operacionalização transforma reflexões em ações; a união e a espiritualidade alimentam o sonho; e as atitudes dão consistência ao modelo de gestão participativa e fraterna.
Assim, o planejamento avança da esquerda para a direita como um processo integrado de consciência, participação e realização.
Parte da valorização das pessoas e das experiências institucionais, organiza o diálogo coletivo e culmina em uma forma de gestão coerente com o propósito maior da SER: servir com amor.